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Carolina Tanaka motiva aprendizes com sua história de vida

Ela é formada em Educação Física, trabalha como professora em uma escola municipal, casada, guia seu próprio carro, pratica esportes, é campeã olímpica de natação, tem muitos amigos, frequenta festas, restaurantes e leva uma vida normal. Todos essas atividades consideradas rotineiras para muitos, são uma vitória para Caroline Tanaka Meneghel que nasceu sem os dois braços.

Carolina conversou com aprendizes do Instituto Formar na manhã do dia 11 de setembro. Ela contou sua história de vida que tem a superação como palavra que rege seu cotidiano.

Segundo Carolina, hoje com 29 anos, quando nasceu, sua deficiência foi uma surpresa para sua família, “na época, o ultrassom não identificou essa má-formação e, quando nasci, foi um choque para os meus pais que não sabiam como lidar com uma criança sem braços”, contou.

A partir daí, começou uma história repleta de superações tanto de Carolina, quanto de sua família. Logo depois que nasceu, os médicos orientaram os pais que a bebê poderia desenvolver quase todas as habilidades com os pés e boca. “Na primeira infância eu não engatinhava, mas rastejava, pintava com os pés, brincava, andava de bicicleta e nunca sofri por isso”, declarou.

Aos dois anos de idade, Carolina Tanaka começou a praticar natação, “foi um desafio para mim e para o professor que, após várias tentativas, me jogou na água e as respostas vieram do meu próprio corpo”. Carolina se tornou atleta e faturou muitas medalhas como nadadora de Piracicaba.

Na fase escolar, Carolina frequentou escolas tradicionais justamente para conviver com pessoas sem deficiência. Ela conta que a fase da adolescência foi a mais difícil em sua vida, “as pessoas me enxergavam diferente, sentiam pena de mim, alguns queriam me imitar, aí senti preconceito”, revela.

A professora explica que quando apareceu pela primeira vez em um programa de TV, em 1999, no extinto Domingo Legal, do apresentador Gugu Liberato, sua vida mudou. “Aparecer na TV foi um divisor de águas, a partir do programa, as pessoas começaram a me ver de outra forma, foi reconhecida e, de coitadinha, passei a ser um exemplo de vida”, disse.

Como sempre gostou muito  de esportes, Carolina se graduou em Educação Física pela Unimep, “Com qualquer deficiência é possível praticar esportes e, diante das dificuldades, não devemos desistir e sim, persistir”.

Autoestima e força de vontade nunca faltaram na vida da professora, “eu tinha tudo para ser rebelde, mas sou super bem resolvida e, por onde eu passo, se consigo mudar um pouquinho os pensamentos das pessoas já me sinto feliz”, declarou.

Ao passar dos anos, ela desenvolveu habilidades finas, como passar batom, tirar sobrancelha, ações minuciosas e delicadas realizadas com os pés e boca. Sobre os desafios, Carolina finaliza, “Devemos olhar no espelho ver quem realmente somos e mostrar o que temos de melhor sem lamentações”.

 

Assessoria de Imprensa: Luciana Corrêa (MTB 31881)

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