Atividade interna aconteceu no dia 6 de agosto com a presença de professores e alunos de Expressão Cultural

O curador do festival José Fernando Seifarth apresentou os músicos de Taiwan para os alunos de Expressão Cultural (Foto: Ozonio Imprensa)

Músicos de Taiwan e professores de música do Formar fizeram uma jam session especial para os alunos (Foto: Ozonio Imprensa)
Uma imersão na música internacional aconteceu na sala de aula do Instituto Formar no dia 6 de agosto com a realização do 3º Workshop Musical Internacional, criado em parceria com o Festival Manouche de Piracicaba.
A 12ª edição do festival ocorreu de 6 a 9 de agosto, no Engenho Central em Piracicaba, com a apresentação de músicos de jazz manouche vindos de diversos países do mundo, promovendo encontros culturais através de jam sessions (encontros de músicos sem ensaio para tocarem e improvisarem juntos) e shows gratuitos para o público.
Professores e alunos de Expressão Cultural, setor do Instituto Formar que atende jovens com aulas de música e artes dramáticas, participaram dessa experiência de encontros internacionais e assistiram com exclusividade uma apresentação do Grupo Taiprioca 4 e os músicos Yan Lin e Ming-Hasuan Mo, todos de Taiwan.
O curador do Festival de Jazz Manouche de Piracicaba, José Fernando Seifarth, acompanhou o grupo durante a apresentação e destacou a importância da parceria com o Instituto Formar para aproximar os jovens da música e da cultura internacional. “O estilo manouche é uma fusão da música cigana com o jazz americano. O festival surgiu em 2013, com a ideia de reunir os grupos brasileiros que tocavam esse estilo. A parceria com o Instituto Formar está relacionada ao nosso projeto de realizar um festival inteiramente gratuito, acessível e que também ofereça contrapartidas à comunidade. Tivemos o projeto aprovado pela Lei Rouanet, contamos com a parceria da Prefeitura de Piracicaba e, agora, com o Instituto Formar, que nos possibilitou trazer artistas internacionais para conversar e compartilhar seus conhecimentos com os alunos. Isso é uma alegria para mim e para os músicos, que ficam muito felizes em poder trazer sua cultura, sua música e suas ideias para os jovens brasileiros”, afirmou.
O aprendiz Celso Máximo, aluno dos cursos de Música e Teatro, participou da atividade e contou sobre suas impressões após o workshop. Para ele, a experiência foi uma oportunidade de conhecer um estilo musical até então pouco conhecido. “Foi a primeira vez na minha vida que assisti a uma apresentação internacional. Achei muito legal, porque foi uma experiência nova e até uma inspiração para eu começar a tocar esse estilo de música. Penso bastante em me tornar um percussionista profissional”, contou.
Em sua terceira visita ao Brasil, o músico taiwanês Shu Yu Peng, que é admirador da música brasileira, destacou a receptividade dos alunos durante a atividade. “Comecei a tocar música clássica e jazz e, depois, passei a estudar mais sobre a Bossa Nova e a conhecer outros estilos da música brasileira, como o Choro. Já toquei em um festival de Choro em Salvador e, desde então, venho me dedicando bastante a esses dois estilos musicais. Meus ídolos são Antônio Carlos Jobim, Pixinguinha e Jacob do Bandolim. Fiquei muito feliz com a recepção no Instituto Formar, porque os alunos estavam muito interessados e participaram bastante da nossa apresentação”, relatou.
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